NSA ajudou a Bélgica a encontrar suspeito do ataque terrorista na França

Suspeito de envolvimento no ataque terrorista que deixou 130 mortos em Paris, em novembro de 2015, Salah Abdeslam ficou foragido por quatro meses e foi preso em março deste ano, em Bruxelas. Porém, a polícia belga só conseguiu chegar até ele depois de pedir ajuda para a NSA (Agência de Segurança Nacional).

As autoridades acreditam que Abdeslam seria um dos homem-bomba no ataque de Paris, mas desistiu nos últimos instantes.

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Segundo o BuzzFeed News, agentes antiterroristas da Bélgica confirmaram que o governo do país pediu para que a NSA ajudasse no rastreamento de celulares de pessoas que pudessem estar ligadas à ele.

A oportunidade veio durante o funeral de Chakib Akrouh, homem-bomba que morreu três dias depois dos ataques de Paris, durante um confronto com a polícia. As autoridades belgas perceberam que seria um bom momento para coletar informações das pessoas presentes e pediram para a NSA reunir dados dos celulares.

“Chamamos os americanos [a NSA] antes do funeral”, disse um dos agentes de segurança de Estado da Bélgica. “Como Edward Snowden explicou pra todo mundo, a NSA é a melhor em interceptar sinais” e com a ajuda da agência eles “coletaram todas as informações de todos os celulares presentes [no funeral].”

Os agentes descreveram uma cena onde um conhecido de Abdeslam filmava a cerimônia pelo celular e que sabiam que ele deveria enviar aquilo para alguém. As informações ajudaram a polícia a chegar no suspeito.

A NSA não fez nenhum comentário sobre a operação, mas um porta-voz encaminhou um artigo onde James Clapper, diretor da Inteligência Nacional dos EUA, afirma que a “OTAN enfrenta um ambiente de ameaças cada vez mais complexo e difusos” e que “buscam integrar as inteligências para se manterem a um passo a frente.”

Toda essa movimentação entre os europeus e a NSA causa polêmica. Embora o governo belga não tenha feito muito alarde sobre as revelações de Edward Snowden, a Europa vinha se posicionando contra as iniciativas de espionagem, especialmente depois da divulgação do grampo no celular na chanceler alemã Angela Merkel feita pela agência americana.

[The Hill via Buzzfeed News]

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