Twitter afirma que vai reprimir tweets encorajando outras pessoas a se machucarem

O Twitter, a rede social melhor conhecida por ignorar seu problema de abuso online até que ele se desenrolasse em uma completa vitória presidencial, tem tentado mudar sua imagem recentemente. O site tirou os símbolos de contas verificadas de usuários de extrema direita e supremacistas brancos e baniu outros, assim como lançou o que chama de uma aplicação mais rigorosas de suas regras contra abuso e assédios sexuais e raciais, além de ameaças de violência.

Na segunda-feira (12), o departamento de moderação da empresa tweetou que agora vai responder a denúncias de usuários dizendo a outros para cometer atos autoinfligidos ou de automutilação — algo que sempre deveria ter sido contra as regras, mas que, historicamente, foi tão pouco combatido pela equipe do Twitter que a frase “se mata” se tornou um dos bordões mais antigos do site (sério, todo mundo, de jogadores do Pittsburgh Steelers a psicólogos escolares, passando pela vencedora do RuPaul’s Drag Race Tyra Sanchez, já se envolveu em problemas por causa disso).

While we continue to provide resources to people who are experiencing thoughts of self-harm, it is against our rules to encourage others to harm themselves. Starting today, you can report a profile, Tweet, or Direct Message for this type of content.

— Twitter Safety (@TwitterSafety) 13 de fevereiro de 2018

“Enquanto continuamos a oferecer recursos a pessoas que estão tendo pensamentos de autoagressão, é contra nossas regras encorajar outras pessoas a machucarem a si próprias”, escreveu a conta Twitter Safety. “A partir de hoje, você pode denunciar um perfil, tweet ou mensagem direta por esse tipo de conteúdo.”

Isso é, obviamente, uma melhoria — o assunto não é piada, e a ligação entre cyberbullying, redes sociais e automutilação é levada muito a sério por profissionais de saúde mental —, embora valha a pena considerar se uma abordagem mais proativa poderia ter evitado que isso se tornasse um problema tão grande no site em primeiro lugar. Como o Establishment apontou em 2016, o cyberbullying é desproporcionalmente direcionado a mulheres, minorias étnicas e pessoas LGBTQ, particularmente os mais jovens, e o Twitter tem um péssimo histórico na tentativa (ou falta dela) de tornar o site menos hostil a essas comunidades. A rede social, repetidamente, prometeu reprimir abuso no passado, mas fracassou, e sua equipe de moderação parece continuamente suscetível a ser influenciada por trolls de má fé.

Se você tem problemas com pensamentos suicidas, por favor ligue para o Centro de Valorização da Vida: 141

Imagem do topo: AP

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